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04 abril, 2018

Você Viu? The Beginning


"A resposta não está na superfície. Ela está sempre nos bastidores."
Então, ontem assisti mais uma série original Netflix e fiquei como? Ininterruptamente acordada até às 2h, deixando para encerrar os dois últimos episódios hoje.

A trama se passa no reino de Cremona, cidade velha. Em mais uma madrugada de terror, os irmãos Crouse perseguem na floresta sua vitima de estupro. Quando a alcançam, algo ou alguém com uma lâmina poderosa dilacera friamente os psicopatas. De manhã no local do crime são deixados uma pena negra entre os corpos e uma assinatura marcada na árvore: “BIIII”.
"Força física ou poderes especiais não o tornam mais forte."
O investigador Keith Flick retorna à força policial, comandando as buscas a partir desse crime onde a vítima é a única encontrada viva. Mesmo com uma genialidade surpreendente, extremamente observador e sonolento. Sua aparência é desgrenhada, desmazelada, expondo que por trás da amargura e grosseria há um passado repleto de mágoa e dor que não expõe. Aqui e agora, seu único objetivo é desvendar as muitas charadas ao redor do Serial Killer e justiceiro “B”, que traz em sua ficha criminal o assassinato de 15 poderosos criminosos, deixando sempre o silêncio de suas vítimas.
__ Na faculdade, eu sempre pensava em uma coisa. Eu imaginava se conseguiria desenvolver um remédio para o seu mau gênio.
__ Duvido. Para começar, seres humanos não foram projetados por humanos.

Uma segunda figura surge pelos cantos da cidade carregando leveza e silêncio. Esta pessoa é Koku. Jovem sensível, inteligente, não possui tecnologias e seu prazer está nos livros e na solidão. É artesão e trabalha na reconstrução de violinos e deles extrai o mais perfeito som! Há uma neblina em seu olhar que ninguém consegue enxergar, por isso é perceptível que há muito escondido por baixo da aparência frágil, filosófica e sensata.

Com tantas lacunas sem respostas palpáveis, encontrei entre os personagens e os mistérios a presença de um laço inimaginável entre eles. Sem pressa, curtindo diálogos e cenas, aos poucos tudo se desdobra expondo deuses, humanos, demônios, códigos, ciência e toques perfeitos de humor.
"Você sabe como a cor preta é formada? Ela é a mistura de todas as cores. É por isso que a cor preta não se contamina com as outras. É a cor perfeita. A cor ideal para um rei."
Apesar da carga de violência, ação e sangue jorrando nos momentos mais tensos, encontrei  um universo admirável em The Beginning, que conta ainda com uma abertura lindíssima e música tema de arrepiar, que pode ser ouvida aqui no post! Foi impossível deixar de conectar à Arte virtual e manual tão cheia de maravilhosos perfeccionismos, adicionando realidade em todas as sequências, imagens e tons inúmeros e vibrantes por toda a série.

Por enquanto somente uma temporada está disponível na Netflix, mas, aguardo com certeza a continuação ou nova produção desse brilhante Anime! O que mais posso dizer? Assista e curta o quanto antes!

"A manhã vai chegar para o mundo, quer estejamos nele ou não.”




23 março, 2018

Você Viu? Re: Mind

“Cada isso nos lembra um aquilo.”Ernest Hemingway



Onze garotas vestidas de uniforme escolar despertam numa sala misteriosa. Entre tantas coisas que há nesse lugar, logo fica em evidência diversos relógios de modelos e tamanhos diferentes com horários modificados.

07 março, 2018

The Bletchley Circle: Mulheres Comuns? Jamais!

Décadas significativas muitas vezes são esquecidas, mesmo com marcantes mudanças.
O agora se chama presente, com vívidos segundos e minutos frenéticos se tornando em um recente passado...
E o futuro? Incógnito e medonho... Continuaremos a levantar nossa voz pelo direito de não ser comuns?

Não sabemos em que parte do círculo da existência estamos, mas, enquanto houver um sexo (nada) frágil, independente da raça, orientação sexual e limitações físicas/mentais, se dispondo a administrar máquinas e leis com sensibilidade e raciocínio sensitivo, nos conscientizaremos que combates nunca deixarão de existir nesse universo caótico que vivemos. Isso também aconteceu durante a Segunda Guerra Mundial, onde, mesmo com dificuldade, mulheres desbravaram preconceitos e conseguiram deixar sua marca, trabalhando com a máquina Enigma. Graças aos relatos históricos, temos diante de nossos olhos muitas passagens transformadoras da feminilidade através da sétima Arte, textos etc.

Recentemente assisti a série The Bletchley Circle, pela Netlflix que traz novamente fatos interessantes sobre essas heroínas.
__ Todas as tropas estão se movendo por nossa causa. Nada mau para umas moças comuns...
__ Moças comuns? Você não seria comum nem se tentasse.
__ Quando isso acabar não teremos que ser comuns?
__ Não vou permitir.

As verdadeiras decifradoras de códigos de Bletchley.
Em Bletchley, numa instalação secreta, há um número de mulheres exercendo o cargo de decodificadoras, na função de criptografar códigos e padrões alemães para o exército britânico durante a Segunda Guerra Mundial. Desse grupo destacam-se quatro mulheres: Susan (grande matemática), Millie (tradutora), Lucy (com excelente memória fotográfica) e Jean, (ocupando um cargo que obtém documentos e outros privilégios).

Nove anos depois de vivenciar grandes aventuras em um período repleto de desafios com coragem e capacidades peculiares, elas se encontram num recente momento esquecidas pelo tempo, sentindo-se inúteis, envolvidas por escolhas duvidosas em uma época machista e dominadora. Ao saber pelo rádio sobre alguns misteriosos assassinatos próximo ao seu bairro, Susan sente que esse pode ser o momento de se erguer, junto com suas ex colegas de trabalho, mostrando-se apta para a sociedade novamente, não à frente de uma máquina, mas decifrando a mente doentia de um assassino silencioso e invisível.


Em segredo e com sensatez, elas buscarão solucionar mais esse mistério, provando que realmente o comum não faz parte de suas vidas.

__ Podemos ser úteis de novo.
__ Como assim, de novo?__ Acha que não somos úteis agora?
__ Nós fazíamos diferença. Todos os dias. Salvávamos vidas, lutávamos. Não como os homens, claro, mas fazíamos nossa parte.



Nenhuma pessoa é comum. Guerras? Sempre existirão, silenciosas ou não. HOJE ainda é possível decodificar problemas, reconstruir histórias e plantar palavras de vida no espaço que habitamos, porque estamos vivos e isso já faz toda diferença! Você, mulher, já pensou sobre isso?

Enfim, não deixe de assistir TBC! Boa sessão!





06 março, 2018

Você Viu? Juana Inés

"Só desejo estudar para aprender e ter tempo para escrever."

Empoderamento feminino na metade do século XVII? Ah sim, amigxs! Nós tivemos! Acredito que não foram poucas as valorosas mulheres que lutaram pelo seu espaço nos primórdios, mas, aqui e agora em especial, quero compartilhar sobre uma mulher que foi chamada de A Fênix da América e A Décima Musa. Uma desbravadora que eu desconhecia, mas vasculhando o catálogo da Netflix, encontrei sua história bem escondidinha por ali. Sem mais delongas, apresento a nova-espanhola Juana Inés de La Cruz, (1651/1695), religiosa, poetisa e dramaturga.


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