Nem sempre o que nos molda são as nossas realizações, e sim as nossas omissões.
Autora: C.J.Tudor
Editora: Intrínseca
Páginas: 272
O ser humano é tão dependente da linguagem que, até certo ponto, não conseguimos entender o que não podemos nomear... Usamos termos genéricos, como maluco ou dor crônica, termos que ao mesmo tempo marginalizam e minimizam. Dor crônica não exprime a dor inescapável, persistente, constante, opressiva. E o termo maluco chega até nós sem nem um pingo do terror e da preocupação que dominam você. E nenhum dos dois transmite a coragem das pessoas que enfrentam esse tipo de dor, e é por isso que eu encorajaria você a enquadrar sua condição mental numa palavra que não maluca.Mayla abriu sua lata de suco e os outros três, de cerveja. Levantaram-nas. Cristal começou: — Ao Mágico de Oz, deus supremo da sétima arte. — Ao Senhor dos Anéis, ao Iluminado e aos Bons companheiros — Fit emendou. Os outros três se entreolharam. — Ih, qual é? — Fit recuou o copo e fez um bico. — Cada um brinda a quem achar importante. — Gostei disso... — Pedro ergueu sua lata mais acima. — Um viva ao Cidadão Kane, ao Poderoso chefão e ao Grande Gatsby. Mayla mal esperou a fala de Pedro terminar e gritou: — Ao Exorcista, ao Bebê de Rosemary e a Carrie, a estranha! Gargalhadas histéricas. Cristal recomeçou o brinde, na mesma ordem anterior: — Aos 300, ao Coração valente e ao Rei Leão. — Ao Forrest Gump, ao Taxi driver e ao Blade Runner. — Aos Infiltrados, aos Intocáveis e aos Imperdoáveis. Os três viraram para Mayla e esperaram a pérola. Ela coçou a cabeça, olhou de soslaio e disparou: — Aos sete anões, aos três porquinhos e... Ah, eu sou ruim demais pra lembrar nome de filme. — Ela riu. Aplausos efusivos e assobios ecoaram pelo camping.
Leituras da Paty - 2015. Todos os direitos reservados. Tecnologia do Blogger. |
![]() |
