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23 março, 2018

Você Viu? Re: Mind

“Cada isso nos lembra um aquilo.”Ernest Hemingway



Onze garotas vestidas de uniforme escolar despertam numa sala misteriosa. Entre tantas coisas que há nesse lugar, logo fica em evidência diversos relógios de modelos e tamanhos diferentes com horários modificados.

07 março, 2018

The Bletchley Circle: Mulheres Comuns? Jamais!

Décadas significativas muitas vezes são esquecidas, mesmo com marcantes mudanças.
O agora se chama presente, com vívidos segundos e minutos frenéticos se tornando em um recente passado...
E o futuro? Incógnito e medonho... Continuaremos a levantar nossa voz pelo direito de não ser comuns?

Não sabemos em que parte do círculo da existência estamos, mas, enquanto houver um sexo (nada) frágil, independente da raça, orientação sexual e limitações físicas/mentais, se dispondo a administrar máquinas e leis com sensibilidade e raciocínio sensitivo, nos conscientizaremos que combates nunca deixarão de existir nesse universo caótico que vivemos. Isso também aconteceu durante a Segunda Guerra Mundial, onde, mesmo com dificuldade, mulheres desbravaram preconceitos e conseguiram deixar sua marca, trabalhando com a máquina Enigma. Graças aos relatos históricos, temos diante de nossos olhos muitas passagens transformadoras da feminilidade através da sétima Arte, textos etc.

Recentemente assisti a série The Bletchley Circle, pela Netlflix que traz novamente fatos interessantes sobre essas heroínas.
__ Todas as tropas estão se movendo por nossa causa. Nada mau para umas moças comuns...
__ Moças comuns? Você não seria comum nem se tentasse.
__ Quando isso acabar não teremos que ser comuns?
__ Não vou permitir.

As verdadeiras decifradoras de códigos de Bletchley.
Em Bletchley, numa instalação secreta, há um número de mulheres exercendo o cargo de decodificadoras, na função de criptografar códigos e padrões alemães para o exército britânico durante a Segunda Guerra Mundial. Desse grupo destacam-se quatro mulheres: Susan (grande matemática), Millie (tradutora), Lucy (com excelente memória fotográfica) e Jean, (ocupando um cargo que obtém documentos e outros privilégios).

Nove anos depois de vivenciar grandes aventuras em um período repleto de desafios com coragem e capacidades peculiares, elas se encontram num recente momento esquecidas pelo tempo, sentindo-se inúteis, envolvidas por escolhas duvidosas em uma época machista e dominadora. Ao saber pelo rádio sobre alguns misteriosos assassinatos próximo ao seu bairro, Susan sente que esse pode ser o momento de se erguer, junto com suas ex colegas de trabalho, mostrando-se apta para a sociedade novamente, não à frente de uma máquina, mas decifrando a mente doentia de um assassino silencioso e invisível.


Em segredo e com sensatez, elas buscarão solucionar mais esse mistério, provando que realmente o comum não faz parte de suas vidas.

__ Podemos ser úteis de novo.
__ Como assim, de novo?__ Acha que não somos úteis agora?
__ Nós fazíamos diferença. Todos os dias. Salvávamos vidas, lutávamos. Não como os homens, claro, mas fazíamos nossa parte.



Nenhuma pessoa é comum. Guerras? Sempre existirão, silenciosas ou não. HOJE ainda é possível decodificar problemas, reconstruir histórias e plantar palavras de vida no espaço que habitamos, porque estamos vivos e isso já faz toda diferença! Você, mulher, já pensou sobre isso?

Enfim, não deixe de assistir TBC! Boa sessão!





06 março, 2018

Você Viu? Juana Inés

"Só desejo estudar para aprender e ter tempo para escrever."

Empoderamento feminino na metade do século XVII? Ah sim, amigxs! Nós tivemos! Acredito que não foram poucas as valorosas mulheres que lutaram pelo seu espaço nos primórdios, mas, aqui e agora em especial, quero compartilhar sobre uma mulher que foi chamada de A Fênix da América e A Décima Musa. Uma desbravadora que eu desconhecia, mas vasculhando o catálogo da Netflix, encontrei sua história bem escondidinha por ali. Sem mais delongas, apresento a nova-espanhola Juana Inés de La Cruz, (1651/1695), religiosa, poetisa e dramaturga.

05 fevereiro, 2018

Você Viu? Violet Evergarden


“A máquina que era um protótipo da máquina de escrever, foi inventada pelo dr. Orland, autoridade em tipografia. Sua esposa, Mollie, era escritora mas ficou cega e não pôde mais escrever. Ele criou a máquina de escrever para ela. O doutor a batizou de Autômata de Automemória. Agora, esse termo se refere à indústria de textos encomendados. Conhecê-la me fez lembrar de um sonho que eu quase havia esquecido...”

O texto acima citado nasceu dos pensamentos de uma das funcionárias chamadas de Autômata de Automemória. Elas são pessoas, não máquinas, que tentam captar e expressar por textos construídos por meio de uma máquina datilógrafa as emoções que pessoas não conseguem expor verbalmente ou até mesmo pela escrita. Aliás, muitas que procuram esse serviço não sabem ler e escrever, mas, todos nós temos esta necessidade diária de enviar um desabafo, compartilhar a dor e a alegria, um assunto profissional e também interagir saudosamente com alguém que se encontra distante.

10 novembro, 2017

Você Viu? ... Alias Grace


"Não é preciso ser um quarto para ser assombrado. Não é preciso ser uma casa. O cérebro tem corredores - excedendo o espaço material atrás de nós mesmos." Emily Dickinson


Se você não conhece ou ainda não teve a oportunidade de assistir a primeira temporada da série The Handmaid's Tale, é provável que já tenha lido ou tem em sua lista de leitura O Conto da Aia de Margaret Atwood. Tanto a obra quanto também a autora, tem sido alvos de discussões polêmicas pela narrativa realística nas páginas inspiradoras dessa distopia.
Alias Grace - Netflix -  Margaret Atwood
Mas, a que venho compartilhar não está diretamente ligado a esta série, e sim a mais uma oportunidade de conhecermos melhor a genialidade da autora em questão no conforto de nossas casas, através de nossas mídias eletrônicas, pois a Netflix lançou o seriado Alias Grace, adaptado do livro homônimo lançado em 1996: Vulgo Grace, publicado no Brasil pela Editora Rocco, que segundo minhas pesquisas, o mesmo foi inspirado em uma história real. Sendo assim, não precisamos continuar órfãos da personagem **Offred (Elisabeth Moss), pois teremos por um período a premissa de Grace Marks, empregada doméstica de apenas 16 anos que foi condenada, em 1843, pelo macabro assassinato de seu patrão e da governanta.

Quinze anos depois Grace Marks (Sarah Gadon) ainda se encontra aprisionada e surge em seu caminho o “estudioso de doenças mentais” Simon Jordan (Edward Holcroft), que após conhecer sua história e averiguar falhas nas investigações aquela época, decide então ir ao seu encontro e entrevistá-la, buscando entender suas fraquezas e se a mesma de fato é culpada ou vítima daquelas circunstâncias.



"Benditas sejam as emoções simples, sejam vivas ou sombrias! É a mistura lúgubre de ambas que produz a explosão das regiões infernais." Nathaniel Hawthorne


Num misto de suspense, drama e respostas enigmáticas dos lábios de Grace, me vi envolvida nas reflexões esperançosas e questionamentos dos olhos do dr. Jordan... Por isso, depois de assistir apenas dois episódios decidi convidá-los a assistir, além disso, apreciar a junção das inspirações de Atwood a produção belíssima da roteirista Sarah Polley. Quem sabe chegaremos a um só veredicto plausível sobre a vida dessa personagem impregnada de medos, lados obscuros e ingênuos... Enfim, vamos tentar decifrá-la?

**Offred é literalmente Of Fred, ou seja, “De Fred”; ela pertence a seu mestre.







10 agosto, 2017

Você Viu?... Anne With an E


"Se me deixar contar o que imagino de mim mesma, achará mais interessante."
Ela não conheceu seus pais, pois se tornou órfã ainda bebê. Diversas vezes retornou ao orfanato por não ter sido infelizmente aceita pelos lares que passou. No entanto, diante de sua triste história, não enxergamos em sua face a ausência de esperança. Seus cabelos ruivos nos transmitem a coragem que habita em seu coração, que a faz lutar por si e por todos os que necessitam de pelo menos, um abraço reconfortante de seu pequeno corpo. De seus lábios ora infantis ou maduros demais para a sua idade, há um transbordar de citações literárias, uma forte admiração pelo livro Jane Eyre, sonhos de se tornar escritora e imaginações infinitas, que se renovam a cada minuto do seu respirar. Sua vida irradia afeto, amor e aconchego, e quem se aventura em conhecê-la não se arrepende jamais!

04 julho, 2017

Black Mirror: Sorria! Você está sendo Filmado!



"Eu não tenho um discurso. Não planejei palavras. Nem tentei. Eu só sabia que tinha que vir aqui para vocês me ouvirem. Para ouvirem de verdade, não fingir que estão ouvindo, como fazem o tempo todo. Para sentirem ao invés de processar. Vocês fazem essa cara, olham para o palco e nós ficamos aqui cantando, dançando e fazendo micagens. E vocês não nos veem como pessoas. Vocês não veem pessoas aqui, só objetos. E quanto mais falso o objeto, mais vocês amam. Porque um objeto falso é a única coisa que funciona. Nós só temos estômago para objetos falsos. Na verdade, não só isso. Dor e depravação também. Amarre um gordo a um poste e nós nos matamos de rir porque fizemos por merecer. Nós já pagamos os pecados e ele está lá na pior, então vamos rir. Porque estamos tão loucos de desespero que não conhecemos nada melhor. Só conhecemos objetos falsos e coisas para comprar. É como nos comunicamos como nos expressamos. Comprando coisas. Eu tenho um sonho. O ápice dos nossos sonhos é um chapéu novo para o nosso boneco. Um chapéu que não existe, que nem está lá. Nós compramos coisas que nem existem. Mostre-me algo real, gratuito e bonito. Não tem, não é? Isso nos quebraria. Estamos muito anestesiados para isso. Nossas mentes sufocariam. Não aguentaríamos coisas boas. Por isso que quando encontramos algo maravilhoso, vocês racionam, e só então ele é ampliado, embalado e distribuído através de 10 mil filtros pré-designados até não ser nada além de uma série de luzes insignificantes, enquanto pedalamos todos os dias, indo para onde? Fornecendo energia para quê? Celas minúsculas e telas minúsculas, celas maiores e telas maiores. F*dam-se vocês! É só o que resta a dizer: F*dam-se vocês! F*dam-se vocês por sentarem aí e tornarem as coisas piores. F*dam-se vocês, seu holofote e suas caras hipócritas. F*dam-se vocês por pegarem a única coisa que chegou perto de algo real, por estragarem e transformarem em mais uma piada suja dentre milhões. F*dam-se vocês por existirem! Por mim, por nós, por todos! F*dam-se!"
Segundo episódio da Primeira Temporada: Quinze Milhões de Méritos (Fifteen Million Merits)

05 junho, 2017

Você Viu?... O Som do Coração

“Sabe o que é música?- Ligação harmônica entre todos os seres vivos”.

Tenho tido o privilégio de acompanhar a performance sensível do ator Freddie Highmore na série Bates Motel. Não o conhecia tão bem assim antes, mas todas as vezes que meus olhos alcançam sua interpretação, tudo, tudo o que está ao redor dessa história de suspense se evapora simplesmente pela presença marcante em todos os episódios em que ele entra em cena, seja ela cômica, dramática, sensível ou aterrorizante, encarnando o personagem Norman Bates.

25 maio, 2017

Você Viu?... Dexter

Fonte de imagem: Google

Produzida pelo canal Showtime, a série Dexter, que me fascinou incontrolavelmente, teve o seu término depois de 8 temporadas no ano 2013. Como muitos sabem, Dexter Morgan é um personagem psicopata que nasceu das inspirações de Jeff Lindsay, que escreveu 8 livros com os seguintes títulos: Dexter – A Mão Esquerda de Deus (2008), Querido e Devotado Dexter (2009), Dexter no Escuro (2010), Design de um Assassino (2011), Dexter é Delicioso (2011), Duplo Dexter (2012), Dexter em Cena (2013) e Dexter está Morto (2015)

21 maio, 2017

Você Viu?...The Killing

Fonte de imagem: Google
"Com convicção suficiente, a verdade é o que disser que é."

Baseada na série dinamarquês Forbrydelsen, a série estadunidense The Killing (2011 à 2014) teve desde o início altos e baixos em suas temporadas, chegando bem próxima de um cancelamento, se não fosse pela intervenção da Netflix da terceira à quarta e última temporada. Achei um tanto estranho esta informação por observar o quanto a cada 45 minutos de episódio é perceptível o quanto a história consegue prender totalmente a atenção. E foi justamente pela Netflix que agora em 2017 pude conhecer a série enquanto procurava algo do meu gênero favorito que é suspense policial.

Assim conheci Sarah Linden (Mireille Enos), uma mulher de pequena estatura, séria, ruiva, de personalidade forte e uma inteligência gigantesca. Seu marcante olhar investigativo sempre me impulsiona a tentar ler o que se passa dentro desse enigmático personagem que pouco fala, muito pensa e sem receio algum demonstra que não gosta de muitas perguntas rsrs... Sua função é desvendar crimes e não responder sobre seu passado, presente, suas opiniões ou quem ela é. Ao lado do seu mais novo parceiro Stephen Holder (Joel Kinnaman) que é tem algumas características opostas dela, nós nos tornamos o terceiro agente na investigação sobre o assassinato da adolescente Rosie Larsen.

Notei que as sequências são lentamente passadas, porém em nada atrapalha o enredo, porque nos diálogos curtos e expressões faciais que os mistérios tomam forma e são dessecados e não se perdem diante de nossos olhos ávidos na busca do assassino que poucas pistas nos permitem. E é nessa interrogação que se multiplica várias vezes durante somente um episódio que eu sinto o frenesi aumentando juntamente com a curiosidade... aí, é inevitável meu caro, leitor, sinto que é necessário assistir mais 4 ou 5 episódios antes que o sol nasça rsrs...

Fonte de imagem: Google

Bem, esta é a minha dica de hoje! Espero que tenham gostado e que venham decifrar esse mistério junto com os detetives Linden e Holder


27 fevereiro, 2016

Destaque para: The Shannara Chronicles


Na postagem sobre janeiro, falei que faria uma postagem sobre a série The Shannara Chronicles, e aqui está . É simples e sucinta, uma forma de deixar registrado e ter controle sobre novas séries iniciadas.

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